A integração entre funcionários e empresa é uma das chaves para um serviço bem realizado

Publicado em 08 de novembro, 2011
Trabalhadores desempenham suas funções com mais gosto e empresa ganha em produtividade. Em aniversário, Leblon reconhece o valor dos funcionários.

Muito mais que cumprir normas contratuais, o relacionamento entre empresas e funcionários deve se basear em parceria.

A empresa oferece as melhores condições possíveis aos colaboradores e estes desempenham suas funções com o máximo que podem dar não só à uma companhia, mas acima de tudo à comunidade que servem.

Esta é uma das chaves para a boa prestação de serviços no setor de transportes. Muito mais que tecnologias, que na atualidade são importantes, a humanização é indispensável para a qualidade do atendimento nos transportes.

E além de treinamento, o trabalho humanizado vem pelo bom relacionamento entre empresa e funcionário.

Esse bom relacionamento envolve vários sentimentos, entre eles, o da gratidão de ambas as partes.

E foi movida pela gratidão que a Leblon de Mauá, que completou neste domingo, dia 06 de novembro, um ano de operação na cidade do ABC Paulista, decidiu inovar e demonstrar um pouco deste sentimento realizando uma festa para os colaboradores. Algo simples, mas com significado, como devem ser as coisas na vida, pois nem sempre as respostas estão nas complexidades e sofisticações.

Para a Leblon entrar em operação na cidade de Mauá, foram mais de dois anos de muitas lutas, desde jurídicas até ter de combater boatos e não se acovardar diante de ameaças. CONFIRA A MATÉRIA DESTE RETROSPECTO no Link:

E essa luta não seria possível de ser vencida se não fosse o suor e a dedicação de inúmeros funcionários, desde os cargos mais simples até aos de direção.

Muitos começaram na empresa antes mesmo de os ônibus rodarem, mas permaneceram por dias e meses, apesar de em muitos momentos parecer que a companhia não conseguiria nunca prestar serviços em Mauá.

Na sala da Leblon, no Terminal Central de Mauá, foram oferecidas duas festas: uma às 8h00 para o pessoal da manhã e outra às 16h00 para os funcionários dos turnos da tarde e de noite.

Um bolo, refrigerantes, balões com as cores da empresa (cinza e azul), mas acima de tudo várias pessoas que se sentiam participantes do que a empresa e a população de Mauá conquistaram neste ano de operação: funcionários mais educados e capacitados, formas mais modernas de operar, maior preocupação ambiental e uma frota nova e totalmente acessível.

A cobradora Isaura de Oliveira Pereira é uma das pessoas que lutaram com a empresa antes mesmo das operações e uma prova de que o bom trabalho é recompensado, inclusive com ascensão profissional.

"Eu comecei na empresa no dia 27 de agosto de 2010 (as operações só tiveram início em 06 de novembro daquele ano).Trabalhava no setor de limpeza. Vi de perto a agonia de todos quanto aos ônibus começarem ou não a prestar serviços. Quando a empresa definitivamente conseguiu operar, foi uma vitória minha também. Me dediquei, fazendo com capricho e disciplina o trabalho de limpeza até que isso foi reconhecido e conquistei uma vaga de cobradora." - relata Isaura.

Outro funcionário que não pode deixar de se emocionar na confraternização foi Beckembauer da Silva Santos.

Ele também começou com a empresa desde o início da operação e vivenciou o momento da alegria e da tensão de trabalhar nos primeiros dias, devido às ameaças recebidas pelos funcionários da Leblon.

Para ele, que só tinha como fonte de renda a função de artista de rua, a quebra do monopólio dos transportes em Mauá significou ganhos pessoais e para a população.

"O morador de Mauá começou a ser atendido de forma mais digna. Acabou o monopólio. Para mim, foi excelente também. Eu sempre fui artista de rua, uma classe que faz parte da cultura popular, mas que é pouco valorizada. Não tinha certeza de quanto ia receber, tinha de me expor no sol, na chuva, e não tinha condições de planejar o futuro. Agora é diferente. Ainda faço eventos, como estátua humana, por exemplo, festas, mas tenho meu emprego com garantia e certeza que m dão o direito de me programar se preciso comprar alguma coisa ou mesmo para manter uma condição de vida melhor" - relatou Beckembauer.

A cobradora Gisele Aparecida Bianchi, com seu jeito descontraído,k era só alegria na comemoração no Terminal.

"Estou há pouco tempo na empresa, desde a metade do ano, mas já me sinto em família".

O mesmo sentimento foi demonstrado por Vivian Guermandi, da fiscalização, e Rute Lourenço Figueiredo, do monitoramento no Terminal.

Apesar de Vivian ter entrado na empresa em 19 de novembro do ano passado e de Rute em 18 de julho deste ano, elas atuam como velhas colegas de trabalho.

E dentro da característica da empresa, há famílias que trabalham juntas.

É o caso de Janaína Fidêncio, do setor de tráfego, e do marido Lídio, que atua na área de elétrica dentro da empresa.

O fato de marido e mulher trabalharem numa empresa não afeta o desempenho profissional, já que cada um tem suas responsabilidades, mas cria um ambiente de laços e comprometimento, melhorando inclusive a relação entre os colegas de profissão.

E realmente transportes são relacionamentos.

É pelo transporte que um povo, de uma cultura, se relaciona com outro de cultura diferente. que as pessoas convivem em sociedade. Num ônibus, não há classes sociais e escolaridades.

Quem não teve oportunidade de ter acesso a instrução, senta ao lado do estudante que está indo para a faculdade. Quem possui uma situação financeira mais está pede licença para a pessoa que está há um bom tempo procurando emprego.

E quantas amizades são feitas em ônibus.

Tanto entre passageiros como entre motoristas, cobradores e usuários.

A relação numa empresa de ônibus, ou mesmo em qualquer outro ramo de atividade, não deve apenas ser com o público, mas internas também, pois estas refletem na qualidade do serviço prestado.

Na correria do dia a dia, nem sempre é possível demonstrar esta gratidão em sua totalidade, por isso, em ocasiões especiais, como a data de aniversário da companhia, ainda mais o primeiro ano depois de várias lutas, são oportunidades para que os bons sentimentos sejam expressados de maneira simples, mas verdadeira.

Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.