Cidadania em transportes coletivos.

Publicado em 20 de janeiro, 2012

Um bom serviço depende de todos: poder público, empresas e cidadão

ADAMO BAZANI – CBN

A luta das grandes cidades e das regiões que crescem, tanto do ponto de vista econômico como o populacional, a exemplo de Curitiba e Fazenda Rio Grande, é para que os cidadãos sejam transportados da melhor maneira, com mais agilidade, segurança e conforto.
Afinal, o trânsito e a poluição são desafios cada vez maiores e os especialistas em urbanismo são unânimes em dizer que somente a modernização e a expansão da oferta dos transportes públicos é a solução para estes desafios.
O setor de transportes é complexo e envolve vários agentes da sociedade como o poder público, as empresas e o cidadão, que deve fazer sua parte para a manutenção e melhoria na qualidade dos serviços prestados.
Cabe ao poder público planejar em parceria com as empresas e a sociedade os melhores trajetos, planos de mobilidade, gerenciar os serviços, fiscalizar e garantir condições plenas às empresas operarem, com bom planejamento, viário e segurança pública.
Às empresas cabe seguir as normas de operação do órgão gerenciador, tratar o passageiro com cortesia, cuidar da manutenção e limpeza dos ônibus, preparar os profissionais para que atendam de maneira moderna e humana a população e investir em melhorias. É o que o Grupo Leblon (Leblon Transporte e Viação Nobel) tem feito ao longo dos anos de operação.
Mas os passageiros têm de fazer sua parte também para que o ciclo de prestação de serviços seja completo.
Assim, é necessário conservar o patrimônio que serve o sistema, como ônibus, terminais, estações-tubo, pontos comuns, painéis de informação, cabines de fiscalização, etc, e evitar a evasão de passagens, que ocorre quando os passageiros que deveriam não pagam a tarifa.
Você sabia que quanto maior a evasão, maior também é a passagem de ônibus?
Isso porque, para calcular a tarifa são levados em consideração vários pontos, como os custos com combustíveis, pneus, peças, reparos por conta do vandalismo e uma relação entre custos de operação e receita. Quanto maiores forem os custos e o número de passageiros transportados; e o pagamento das passagens for menor, a tarifa acaba sendo mais cara para o passageiro. E muitas vezes, por conta da evasão, é registrado um número menor de passageiros que o transportado realmente. É um custo que deveria ser dividido entre todos.
O vandalismo também interfere no valor da passagem e na qualidade de serviços. Riscar bancos, vidros, quebrar luminárias, pichar, depredar são custos a mais, um dinheiro que poderia ser investido na melhoria e não no conserto do que estava bom antes destes atos. Além disso, em muitos casos, o ônibus precisa ficar parado por um dia ou mais para os consertos.
Cidadania é saber se relacionar com o próximo na sociedade, seguindo direitos e deveres para que a vida em conjunto se torne organizada.
Assim, todos devem respeitar regras e leis básicas, que não exigem grandes sacrifícios de ninguém, só um pouco de consciência. Por isso, respeite a preferências para idosos, portadores de necessidades especiais, pessoas machucadas e imobilizadas, gestantes e quem estiver com crianças no colo. É muito bom ir sentado toda a viagem, mas nem sempre é possível. Mesmo cansado em alguns momentos do dia, lembre-se que você tem saúde e muita gente precisa ir sentada não por comodismo, mas por falta de condições até mesmo de se equilibrar.
Fale com o motorista só o fundamental. Ele é responsável por levar e trazer todos com segurança. O trabalho de motorista de ônibus requer muita atenção.
Procure ficar longe das áreas demarcadas das portas e não viaje nos degraus.
São atos simples que podem fazer um transporte melhor. Colabore.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

 

Foto:

O transporte coletivo é uma atividade complexa voltada para o bem estar nas cidades. A qualidade dos serviços depende de todos: poder público, empresa e sociedade. Não são grandes sacrifícios, basta cada um fazer sua parte. Foto; Adamo Bazani.